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15/05/2025 às 16:29

RN tem 130 pessoas na fila por leitos de UTI; Sesap contrata unidades privadas e reativa leitos da pandemia

O Rio Grande do Norte enfrenta uma situação crítica na rede estadual de saúde. Segundo o secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, 130 pacientes aguardam, nesta quinta-feira (16), por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado. O cenário foi classificado pelo secretário como uma “emergência sanitária”, motivada, sobretudo, pelo aumento de doenças respiratórias.

Para conter o impacto da alta demanda, o Governo do Estado anunciou a contratação de leitos da rede privada. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Motta explicou que a governadora Fátima Bezerra determinou a adoção de medidas urgentes diante da pressão sobre o sistema.

“Temos um número muito grande de pacientes aguardando UTI. A governadora, ciente do problema, autorizou a contratação de leitos privados para reforçar o atendimento à população nessa situação emergencial”, afirmou o secretário.

Entre as medidas já em andamento, está o reforço do contrato com o Hospital Rio Grande, que disponibilizou 10 novos leitos na Região Metropolitana de Natal. Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) pretende reativar leitos de UTI anteriormente utilizados no combate à COVID-19 no Hospital Giselda Trigueiro.

Na Região Oeste, a estratégia envolve a abertura de novos leitos no Hospital da Mulher, em Mossoró. A estrutura física já está pronta e, segundo Motta, a Sesap está em fase de pactuação com prestadores de serviços para garantir o funcionamento da ala até a próxima quarta-feira (22). A unidade contará com equipe médica, enfermagem, fisioterapia e pareceristas.

A fila de espera é gerenciada pelo Sistema de Regulação (SISREG), ferramenta que organiza o acesso aos serviços do SUS e busca garantir tratamento adequado de forma ágil e justa. O aumento na demanda por internações, de acordo com a Sesap, provocou um represamento de casos — especialmente os que dependem de suporte intensivo.

A expectativa é que, com a ativação de novos leitos e reforço da rede, a pressão sobre o sistema comece a ser reduzida nos próximos dias.


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