Muito antes de se tornarem acessíveis e populares, os preservativos já existiam, mas eram bem diferentes dos atuais. Entre os séculos XVII e XIX, eles eram feitos com intestinos de animais, como porcos e carneiros, e considerados artigos de luxo, acessíveis apenas a pessoas mais ricas.
Esses preservativos não eram descartáveis: após o uso, eram lavados, secos e reutilizados. Alguns fabricantes chegavam até a oferecer uma “garantia de cinco anos”, destacando sua durabilidade. Além de prevenir gestações indesejadas, sua principal função era proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, que se espalhava pela Europa.
A grande transformação ocorreu no século XIX, quando Charles Goodyear inventou a borracha vulcanizada, permitindo a criação de preservativos de borracha. Já no século XX, surgiram os modelos descartáveis de látex, tornando o produto comum, barato e acessível, bem diferente do símbolo de luxo que já representou no passado.

