O professor Luiz Carlos Noronha, ex-vereador de Natal e pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, saiu em defesa de Walter Alves após o rompimento com o PT e fez duras críticas à condução política do partido no Rio Grande do Norte.
Segundo Noronha, a vitória de Fátima Bezerra na reeleição em 2022, somada à eleição de Lula para a Presidência, levou o PT a acreditar que manteria o mesmo cenário favorável em 2026. “O PT se sentiu quase absoluto após a vitória de 2022”, avaliou.
Para ele, a postura do governo em relação ao vice-governador Walter Alves foi um erro político. Noronha afirma que, nos três primeiros anos de gestão, Walter e o ex-senador Garibaldi Alves foram isolados, tratados como adversários, quando poderiam ter sido fortalecidos politicamente, inclusive com a ocupação de um espaço estratégico no governo visando a sucessão estadual.
Ainda de acordo com o pré-candidato, os sinais de que Walter não assumiria o governo deveriam ter servido de alerta ao PT. “Era o momento de o partido acordar, mas aconteceu o contrário. Tentaram publicamente reverter a decisão e, em seguida, lançaram um pré-candidato próprio ao governo, Cadu Xavier”, afirmou.
Noronha avalia que o PT agora enfrenta dificuldades para viabilizar o retorno de Fátima Bezerra ao Senado. Com o rompimento, o partido perde o palanque do MDB, que passou a se alinhar à senadora Zenaide Maia, fortalecendo um bloco adversário, especialmente no interior do estado.
Por fim, ele critica o que chama de projeto “puro-sangue” do PT no RN. “Ao tentar concentrar Senado e Governo, o partido se fechou para alianças. Diferente do que Lula fez nacionalmente, aqui o PT optou pelo isolamento e agora carrega esse peso”, concluiu.