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Por que a Paraíba atrai R$ 3,3 bilhões de investimentos no Polo Cabo Branco e o litoral potiguar permanece travado?

O Rio Grande do Norte possui um potencial extraordinário, mas continua preso por uma corrente que, embora frágil diante de suas riquezas, tornou-se poderosa por causa do excesso de regulação, da insegurança jurídica e de um ambientalismo sem equilíbrio.
Essa corrente é a mentalidade eco-radical que, muitas vezes, transforma a preservação em imobilismo.
Sou defensor da proteção ambiental, mas com bom senso. Entre explorar sem limites e proibir qualquer iniciativa, existe um caminho mais inteligente: desenvolver com regras claras, segurança jurídica e respeito à natureza.
A Paraíba mostrou que esse equilíbrio é possível. O Polo Turístico Cabo Branco reúne cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos privados e projeta mais de 45 mil empregos. Lá, crescimento econômico e sustentabilidade caminham juntos.
Os órgãos de controle também têm papel decisivo nesse processo. Fiscalizar não significa apenas apontar erros, mas prevenir problemas, orientar gestores e oferecer segurança para quem deseja investir.
Um bom exemplo é a Via Costeira. Para que o RN consiga realizar novas concessões a empresários capitalizados, é fundamental que o TCE-RN conte com o apoio proativo do Judiciário, do Idema e do Ministério Público. Na Paraíba, o TCE-PB adotou um modelo de acompanhamento preventivo, emitindo mais de 2.000 alertas para orientar a gestão e evitar falhas que poderiam paralisar as obras.
Da mesma forma, o MPF-PB mostrou que o diálogo é mais eficaz do que a judicialização interminável. Ao firmar um TAC de R$ 30 milhões em compensações, o MPF garantiu que o desenvolvimento caminhasse junto com a sustentabilidade, reduzindo o risco de interrupções judiciais por questões ambientais.
O Rio Grande do Norte precisa romper as correntes que limitam seu crescimento. Não apenas na Via Costeira, mas em todo o litoral e nas demais regiões onde projetos enfrentam licenças demoradas, interpretações divergentes e insegurança quanto à validade das autorizações.
Preservar a natureza é indispensável. Mas preservar a pobreza e a estagnação nunca pode ser uma política de desenvolvimento.
Com contribuição do @blogmarcusaragao
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