Policiais civis no Rio Grande do Norte enfrentam uma situação alarmante, denunciada nesta sexta-feira (8), devido à paralisação das atividades extras dos agentes. Em relato ao Portal 96, os policiais destacaram uma sobrecarga de trabalho e a escassez de profissionais em vários setores das delegacias.
Na Delegacia de Plantão da Zona Norte, a falta de um escrivão para dar continuidade aos procedimentos da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal foi apontada como um problema crítico. Há um acúmulo de quatro flagrantes na Zona Norte e um na Delegacia da Mulher aguardando registro. Além disso, um caso de homicídio em Extremoz está pendente devido à ausência de agentes na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde a maioria está envolvida em operações diárias.
Alguns policiais estão enfrentando a difícil tarefa de lidar sozinhos com crimes contra mulheres, idosos e crianças em diversas localidades, incluindo Natal, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim, Extremoz, São Miguel do Gostoso e Vera Cruz.
Em um ato de protesto, os policiais exigem a nomeação de novos agentes, escrivães e delegados, buscando valorização para a categoria. O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) informa que, devido ao baixo efetivo, estão suspensos o atendimento ao público, investigações, cumprimento de intimações e outras demandas administrativas.