Os bastidores da política potiguar vivem um momento de escassez quando o assunto é pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A adesão tem sido baixa e os partidos enfrentam dificuldades para montar nominatas competitivas. Até agora o momento é marcado por conversas discretas e poucas confirmações oficiais.
A expectativa frustrada de ampliação das vagas de 24 para 30 deputados estaduais também serviu como um banho de água fria para muitos que cogitavam entrar na disputa. A mudança, que poderia abrir espaço para novos nomes e ampliar as chances de eleição, não se concretizou, reduzindo o apetite de possíveis candidatos. Em 2022, o pleito contou com cerca de 310 postulantes ao Legislativo potiguar, mas a tendência para 2026 é de queda nesse número.
Diante desse quadro, o passe das chamadas “esteiras de luxo”, candidatos com votação expressiva capazes de ajudar outros nomes dentro dos partidos, tende a ficar ainda mais valorizado. As legendas que conseguirem atrair figuras conhecidas e com potencial de voto terão vantagem na formação das chapas.
Dos atuais 24 deputados, apenas José Dias e Vivaldo Costa não disputarão a reeleição. O ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César, será o sucessor de Dias. Já o deputado Vivaldo tem dois postulantes à sua vaga: o prefeito de Caicó, Judas Tadeu, e o ex-prefeito do município, Bibi Costa, seu irmão.