Uma nova fase no monitoramento ambiental começou no litoral potiguar com a instalação de câmeras equipadas com Inteligência Artificial nas praias de Barra de Cunhaú e Tabatinga. O projeto Aruanã.AI, desenvolvido pela empresa Local DC em parceria com a Associação Litorânea Potiguar, instalou 30 totens em cada município, cada um com duas câmeras capazes de identificar, em tempo real, alterações ambientais como desmatamento, lixo irregular, derramamento de petróleo ou ameaças à vida marinha. Todos os dados são enviados para a nuvem da empresa e repassados imediatamente às secretarias municipais responsáveis.
Em Nísia Floresta, os equipamentos foram posicionados em áreas estratégicas como o Mirante dos Golfinhos, o ponto de desova das tartarugas em Búzios e o mangue de Pirangi do Sul. Já em Canguaretama, toda a orla de Barra de Cunhaú está sendo monitorada. Para as prefeituras, a tecnologia funciona como um agente ativo que atua 24 horas, reforçando a proteção de manguezais, tartarugas e demais ecossistemas. O projeto ganhou destaque internacional e está sendo apresentado na COP 30, em Belém, a convite da ONU, o que fortalece o reconhecimento global das iniciativas ambientais do Rio Grande do Norte.
O nome Aruanã foi inspirado no peixe de visão aguçada, simbolizando a capacidade de vigilância precisa do sistema. A escolha dos municípios potiguares se deve à sensibilidade ambiental das áreas costeiras e manguezais, que exigem monitoramento contínuo. Segundo técnicos da empresa, o principal benefício para os municípios é a resposta rápida a riscos ambientais, redução de danos e tomada de decisões baseada em dados confiáveis, utilizando a mesma tecnologia já comprovada na área de segurança pública.