Durante uma audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara, o Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que a recente fuga de detentos do presídio de segurança máxima de Mossoró foi um evento isolado e que medidas estão sendo tomadas para evitar que aconteça novamente. Ele destacou diversas falhas no sistema prisional, incluindo o "relaxamento da vigilância".
Lewandowski admitiu que a evasão dos dois presos era algo inesperado e indesejado, mas assegurou que estão sendo implementadas medidas para reforçar a segurança nas penitenciárias federais, garantindo que nenhuma outra fuga ocorrerá.
Os fugitivos foram recapturados no Pará, mais de 1,6 mil km distante de Mossoró. O ministro apontou que a estrutura da penitenciária de Mossoró está desatualizada e inadequada, sendo uma prisão com mais de 20 anos.
Lewandowski, que está há apenas 2 meses e meio no cargo, afirmou estar organizando a gestão da pasta da Justiça, buscando uma responsabilidade compartilhada com a sociedade e o Congresso.
A vinda do ministro foi solicitada por diversos deputados, que também questionaram sobre a suposta contratação de uma empresa 'laranja' para obras no presídio e quais medidas estão sendo tomadas para coibir fugas em presídios federais.
A fuga dos detentos ocorreu na Quarta-feira de Cinzas, sendo a primeira do sistema de segurança máxima das prisões federais. Eles escaparam durante a madrugada, saindo por um buraco na cela e pelo alambrado que cerca a unidade.
Durante as buscas, mais de 600 agentes de segurança, incluindo membros das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e da Força Nacional, foram mobilizados, utilizando drones, aeronaves e equipamentos de medição de temperatura corporal. Os fugitivos chegaram a invadir uma casa e fazer uma família refém, além de roubar aparelhos celulares dos moradores.
O presídio federal de Mossoró estava passando por ao menos três obras no momento da fuga, o que incluía adaptações na estrutura para recepção de visitantes e ampliação do alojamento de policiais penais.