Kim Kardashian revelou, na estreia da nova temporada de seu reality show The Kardashians, que recebeu o diagnóstico de um aneurisma cerebral recentemente. A estrela ainda atribuiu o quadro ao estresse.
Mas, afinal, você sabe o que é um aneurisma? E será que eles podem mesmo ser causados por um momento de estresse?
Entenda melhor esse problema de saúde, que é mais comum do que se imagina, e pode levar a complicações sérias.
O que é um aneurisma cerebral? Qual o perigo?
Um aneurisma cerebral ocorre quando uma artéria do cérebro apresenta um enfraquecimento em uma de suas paredes, o que leva a uma dilatação anormal. Nesse quadro, o vaso se projeta para fora do que seria seu curso habitual, o que expõe a saúde a riscos.
Muitas vezes, o aneurisma é pequeno e totalmente assintomático. Isso dificulta o diagnóstico antes que surjam consequências mais graves: muitas vezes, o primeiro sinal de que ele existe pode ser aa própria ruptura do aneurisma, acompanhada de uma dor de cabeça muito forte que surge subitamente.
Essa hemorragia no cérebro pode provocar sequelas graves e até mesmo levar à morte.
Como surge um aneurisma? O estresse pode causá-lo?
O estresse não é considerado uma causa direta para aneurismas cerebrais. No entanto, situações estressantes podem agravar fatores de risco associados ao desenvolvimento desse problema.
De modo geral, um aneurisma pode surgir associado a problemas de saúde crônicos como hipertensão e aterosclerose e ao abuso de substâncias como narcóticos, cigarro e álcool. Também há um componente genético que aumenta a propensão ao problema.
Como é o diagnóstico e o tratamento?
O aneurisma costuma se desenvolver de forma assintomática antes de se romper. Por isso, o diagnóstico do problema muitas vezes é casual, a partir de exames que foram realizados originalmente por outros motivos.
Exames de imagem dos vasos sanguíneos cerebrais são a principal maneira de detectar o problema, e o padrão ouro para o diagnóstico costuma ser a angiografia cerebral.
Uma vez identificado o aneurisma, a escolha pelo tratamento deve considerar a localização e o tamanho do problema, além do histórico do paciente e do risco de ruptura. Alguns aneurismas podem render uma postura expectante, sem tratamento, apenas acompanhando a evolução do quadro.
Em outros casos, podem ser indicadas cirurgias para “clipar” o vaso sanguíneo ou procedimentos endovasculares, por cateter, de modo a preencher o aneurisma. O objetivo dessas intervenções é impedir que o sangue chegue até a região do aneurisma, de modo a prevenir rupturas hemorrágicas.
Qual a diferença entre aneurisma e AVC?
O aneurisma se refere à dilatação do vaso sanguíneo no cérebro. Caso ele se rompa, ele pode provocar um tipo de acidente vascular cerebral (AVC), chamado de hemorrágico.
No entanto, muitas vezes o aneurisma não se rompe e não leva à hemorragia cerebral. Ao mesmo tempo, muitos AVCs não são causados por aneurismas. No caso do AVC isquêmico, o problema se dá por uma obstrução nos vasos sanguíneos, que interrompe o fluxo até o cérebro.
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