A Justiça Federal do Rio Grande do Norte negou o pedido da Prefeitura de Natal para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) removesse o canteiro de obras da Ponte de Igapó, com o objetivo de liberar mais espaço para o trânsito.
No pedido, a gestão do prefeito Álvaro Dias (Republicanos) solicitava que o Dnit e a empreiteira responsável pela obra, Jatobeton Engenharia, fossem obrigados a relocar o canteiro para outro local, ampliando a área disponível para o tráfego de veículos.
A Prefeitura alegou que a obra, iniciada em setembro de 2023, tem desviado aproximadamente 70 mil veículos que passam diariamente pelo trecho, afetando cerca de 350 mil habitantes da Zona Norte de Natal.
Como alternativa, o Município sugeriu que o canteiro fosse instalado em uma área de preservação ambiental próxima à cabeceira da ponte, alegando o interesse público da obra. Em resposta, o Dnit justificou que a escolha do atual local do canteiro visa reduzir o impacto ambiental, eliminando a necessidade de licença e de supressão vegetal em área protegida, além de garantir maior segurança para a execução da obra e para os trabalhadores.