O Governo do Rio Grande do Norte não cumpriu o compromisso de pagar os médicos cooperados da Coopmed/RN até 30 de novembro, conforme denunciado por Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed). Profissionais de unidades como o Hospital Walfredo Gurgel e o Hospital Santa Catarina foram afetados. Apesar de o envio dos valores ao banco ter sido confirmado nesta terça-feira (10), Ferreira destacou a recorrência dos atrasos e alertou para a possibilidade de novas paralisações. A informação foi divulgada durante entrevista ao programa "Ligado nas Cidades", da Jovem Pan News Natal.
Ferreira enfatizou que há um acordo judicial estabelecendo um prazo máximo para atrasos e lamentou que os profissionais só recebam os pagamentos quando ameaçam paralisação. Ele afirmou: "É lastimável a perda de credibilidade quanto a prazos de pagamento e, infelizmente, o que nos resta é acompanhar. Vencendo os prazos, vão surgindo as possibilidades de paralisação."
Além dos atrasos salariais, Ferreira apontou problemas na reorganização das escalas no Hospital Walfredo Gurgel. Segundo ele, o governo pretende direcionar profissionais da assistência pós-cirúrgica para a escala de plantão, devido à impossibilidade de contratar novos médicos. Essa medida pode reduzir a assistência aos pacientes e prolongar o tempo de recuperação.
Ferreira também negou ter conhecimento de qualquer proposta de reajuste salarial para a categoria, contestando a alegação do governo de que os médicos, especialmente os cooperados, estariam anunciando paralisações para pressionar por aumentos. Ele ressaltou que todos os profissionais têm o direito de participar de negociações voltadas à revisão salarial.
A Coopmed-RN já havia anunciado paralisações em hospitais estaduais devido a atrasos salariais, afetando mais de 300 médicos cooperados.
A cooperativa informou que os serviços seriam suspensos parcialmente a partir das 7h de uma quarta-feira, conforme diretrizes estabelecidas.
A situação permanece crítica, com profissionais de saúde enfrentando atrasos recorrentes nos pagamentos e desafios na prestação de serviços essenciais à população.