O adolescente que utilizou uma roupa nazista durante um baile de formatura em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, publicou um vídeo nas redes sociais, na segunda-feira (13), no qual pede desculpas pelo ocorrido e reconhece que errou.
Na gravação, ele afirma estar arrependido e diz não ter previsto a repercussão do ato. Segundo o jovem, a intenção não foi ofender, mas admite que sua atitude causou dor e indignação em parte da população.
“Eu peço desculpas a quem se sentiu ofendido, a quem se sentiu triste com essa situação. Eu peço que me deem outra chance, pois eu estou errado”, declarou o adolescente no vídeo divulgado.
Versão apresentada pelo adolescente
O jovem afirmou que acreditava estar apenas interpretando um personagem de cunho histórico ou fictício, sem compreender, naquele momento, o impacto negativo associado ao símbolo utilizado.
No relato, ele cita que costuma se fantasiar de personagens variados, como figuras históricas e personagens de filmes e quadrinhos, e que não avaliou corretamente o peso simbólico da vestimenta nazista.
Após a repercussão do caso, o adolescente disse ter entendido a gravidade do ato e reforçou o pedido de perdão, alegando que não compactua com ideologias de ódio.
Investigação do Ministério Público
Diante do episódio, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento extrajudicial para coletar informações preliminares sobre o caso ocorrido em Mossoró.
De acordo com o MPRN, a apuração busca identificar os envolvidos e reunir elementos que permitam a análise das circunstâncias do fato e das eventuais responsabilidades.
Concluídas as diligências iniciais, a Promotoria de Justiça avaliará a possibilidade de responsabilização do adolescente e, se for o caso, de seus responsáveis legais.
Processo segue sob sigilo
O Ministério Público informou ainda que recebeu diversas representações por meio de sua plataforma oficial de denúncias relacionadas ao episódio.
Todas as manifestações foram reunidas em um único procedimento, com o objetivo de otimizar o andamento da investigação e a análise dos fatos.
Por envolver possível ato infracional atribuído a um adolescente, o MPRN ressaltou que o caso tramita em estrito segredo de justiça, conforme prevê a legislação.
BNews Natal