A seis meses das eleições gerais, seis nomes despontam como pré-candidatos à Presidência da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará um feito inédito: ser eleito pela quarta vez para o comando do governo federal.
Ele deve ter como principal adversário, segundo pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — derrotado pelo petista em 2022.
Apesar dos anúncios de pré-candidaturas, os nomes de quem vai concorrer só serão oficializados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em agosto, quando começam as campanhas.
O campo da direita também terá outros dois nomes que apostarão no antipetismo: os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Apoiadores do clã Bolsonaro, ambos vão disputar espaço com Flávio.
Em uma corrida por fora, e com uma estrutura partidária incipiente, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) e o fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), também anunciaram as respectivas pré-candidaturas ao Planalto.
1. Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua disposição para buscar um inédito quarto mandato. Aos 80 anos, ele será o candidato mais velho da disputa. Lula anunciou que manterá o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, na chapa, focando na defesa de seu legado social e na estabilidade das instituições.
2. Flávio Bolsonaro (PL)
Senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio foi ungido como o "candidato do bolsonarismo". O anúncio ocorreu após o STF manter a inelegibilidade de seu pai. Flávio assume a missão de herdar o capital político conservador, focando em pautas de costumes e oposição direta ao governo atual.
3. Ronaldo Caiado (PSD)
Médico e atual governador de Goiás, Caiado foi escolhido pelo PSD após uma disputa interna na sigla. Com a desistência de Ratinho Júnior, seu nome ganhou força como um representante da direita moderada e do agronegócio. Ele aposta em sua gestão em Goiás, especialmente na área de segurança pública, para atrair o eleitorado nacional.
4. Romeu Zema (Novo)
O governador de Minas Gerais mantém sua pré-candidatura baseada no modelo de gestão privada e na austeridade fiscal. Zema busca se consolidar como uma "terceira via" liberal, tentando atrair empresários e eleitores que desejam fugir da polarização direta entre o PT e o PL.
5. Aldo Rebelo (DC)
Ex-ministro em governos anteriores e atualmente filiado ao Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo apresenta uma plataforma focada na soberania nacional e no desenvolvimento da Amazônia. Ele tem buscado diálogo com setores militares e produtivos, defendendo um reequilíbrio entre os poderes.
6. Renan Santos (Missão)
Líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é a aposta do novo partido "Missão". Sua pré-candidatura é pautada por um discurso de renovação política radical, combate ao sistema tradicional e propostas de reformas administrativas profundas para reduzir o tamanho do Estado.
R7