A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, na noite desta terça-feira (23), um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam revistas as medidas cautelares impostas a ele, como a prisão domiciliar. Os advogados argumentam que, como a Procuradoria-Geral da República (PGR) não incluiu Bolsonaro na denúncia apresentada no dia anterior, não há fundamento para manter as restrições.
Na denúncia da PGR, foram acusados o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, sob a alegação de que ambos atuaram nos Estados Unidos para intimidar autoridades brasileiras, em um suposto esforço de obstrução à Justiça. Bolsonaro, no entanto, não foi alvo direto dessa peça acusatória.
Além da prisão domiciliar, a defesa pede a revisão de outras restrições determinadas pela Corte, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de manter contato com autoridades e embaixadores estrangeiros, e a vedação de se aproximar de embaixadas e consulados.