Carlos Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira (11) que deixará a Câmara Municipal do Rio de Janeiro para lançar sua pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina, encerrando mais de duas décadas de atuação no Legislativo carioca. Ele formalizou a saída no início da sessão plenária, afirmou que cumpre “um novo chamado político” ao encerrar o ciclo iniciado em 2001 e destacou que está no sétimo mandato consecutivo. A mudança de domicílio eleitoral deve ocorrer ainda neste ano, segundo aliados, e o movimento já vinha sendo discutido desde outubro como parte de uma estratégia nacional do PL, que vê Santa Catarina como prioridade para ampliar presença no Senado.
Durante o discurso, Carlos adotou tom emocional ao mencionar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou o julgamento que resultou na condenação no STF e exaltou o voto divergente do ministro Luiz Fux. Para ele, a prisão do pai não representa derrota, mas “a manutenção de princípios”, e afirmou que essa postura acompanha o ex-presidente “em qualquer circunstância”. Além disso, destacou que a pré-candidatura se insere em um contexto mais amplo do partido, que busca fortalecer pautas alinhadas à direita no próximo ciclo legislativo.
A movimentação abriu disputas internas, nas quais Carlos e Michelle Bolsonaro articulam apoio à deputada Caroline de Toni para a segunda vaga catarinense, enquanto parte da direção do PL avalia apoiar Espiridião Amin (PP). A possível aliança poderia atrair PP e União Brasil para o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), ao mesmo tempo em que reposiciona Carlos como uma das principais apostas do bolsonarismo para 2026.