O setor patronal apresentou inicialmente proposta de reajuste de 4,11%, enquanto os trabalhadores reivindicavam aumento de 16%. Após a mediação, eles aceitaram reduzir a proposta para 7%, mas as empresas pediram 20 dias para avaliar o novo percentual.
A greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Norte registra caminhões parados na manhã desta segunda-feira (25), na BR-101, no sentido Parnamirim-Natal. Apesar da paralisação, uma faixa da via está liberada para a passagem de veículos de passeio. O impasse envolve o reajuste salarial da categoria. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o movimento acontece desde às 7h10 e reúne cerca de 50 pessoas.
A paralisação foi confirmada pela categoria após a falta de acordo entre representantes dos caminhoneiros e das empresas de transporte de cargas durante audiência de conciliação realizada na manhã da quinta-feira (21), no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).
A sessão foi conduzida pela vice-presidente do TRT-RN, desembargadora Isaura Maria Barbalho Simonetti. Durante a audiência, ela ressaltou a necessidade de cumprimento da legislação que regula movimentos grevistas em serviços essenciais, como o transporte rodoviário de cargas.
Na audiência, ficou definido que a categoria deverá manter ao menos 40% das atividades em funcionamento durante a greve. A determinação não se aplica ao transporte de carga viva, insumos hospitalares, medicamentos e oxigênio, que terão circulação garantida.
O setor patronal apresentou inicialmente proposta de reajuste de 4,11%, enquanto os trabalhadores reivindicavam aumento de 16%. Após mediação, os caminhoneiros aceitaram reduzir a proposta para 7%, mantendo aberta a possibilidade de discutir posteriormente outras cláusulas da convenção coletiva.
Os representantes das empresas, no entanto, afirmaram que precisam de cerca de 20 dias para avaliar o novo percentual e consultar as transportadoras em assembleia. Diante do impasse, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern) confirmou a manutenção da greve a partir desta segunda-feira.
Também participaram da audiência representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (Setcern) e o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do RN, Antonio Gleydson Gadelha de Moura.