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03/12/2025 às 17:57

Brasileira torna-se a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna

A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, tornou-se nesta semana a bilionária mais jovem a construir a própria fortuna. Natural de Joinville, em Santa Catarina, ela alcançou patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão depois que a Kalshi, empresa que fundou, recebeu um aporte de US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos, elevando sua avaliação para US$ 11 bilhões.

Lara afirma ter se formado em ciência da computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Durante sua graduação, trabalhou na Bridgewater Associates, de Ray Dalio, e na Citadel, de Ken Griffin. Antes da vida acadêmica nos Estados Unidos, relata ter participado de competições estudantis, conquistando medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina. Ela também estudou balé na unidade brasileira da Escola do Teatro Bolshoi e se apresentou por quatro meses como bailarina profissional na Áustria, na peça Lago dos Cisnes.

Em 2019, Lara fundou a Kalshi ao lado de Tarek Mansour, também estudante do MIT. A plataforma permite que usuários negociem contratos binários sobre resultados de política, esportes, economia e entretenimento, sendo que Lara e Mansour detêm atualmente 12% cada da empresa. No início das operações, o mercado de previsão não possuía regulamentação nos Estados Unidos, mas em novembro de 2020, com apoio do advogado Jeff Bandman, a Kalshi recebeu aprovação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) para operar como um mercado de contratos designado (DCM).

Em 2024, a empresa venceu disputa judicial contra a CFTC, o que autorizou a oferta de contratos eleitorais regulamentados. Durante as eleições daquele ano, a plataforma movimentou mais de US$ 500 milhões em contratos envolvendo o presidente Donald Trump e Kamala Harris. Segundo dados da empresa, os volumes de negociação ultrapassam hoje US$ 1 bilhão por semana, crescimento superior a 1.000% em relação a 2024, sendo que a Kalshi afirma que os contratos esportivos representam 90% das operações.


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