Imagem: IFCE
24/02/2026 às 08:45

Agricultor fura poço no quintal atrás de água e encontra possível reserva de petróleo

Um agricultor de 52 anos teve uma surpresa e tanto ao tentar furar um poço artesiano no quintal de casa, em busca de água para a plantação. Em vez do líquido cristalino, o que jorrou da terra foi um óleo escuro e com cheiro forte, muito semelhante ao petróleo.

O caso aconteceu na zona rural de Francisco Santos, município localizado a cerca de 350 quilômetros de Teresina, no Piauí. Seu Joaquim de Sousa conta que estava a pouco mais de 40 metros de profundidade quando o material começou a subir.

A descoberta

“A gente estava perfurando o poço e, de repente, começou a sair essa lama preta e um cheiro muito forte de gás e óleo. Eu nunca tinha visto nada parecido por aqui”, contou o agricultor.

Assustado, mas curioso, ele coletou amostras do líquido. O material é viscoso, de cor preta e altamente inflamável. Vizinhos e curiosos foram até a propriedade para ver de perto o que o povo já está chamando de “ouro negro do Piauí”.

Análise técnica

A prefeitura da cidade e órgãos ambientais já foram notificados. Amostras do material foram enviadas para laboratórios especializados e para a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que deve realizar testes para confirmar se trata-se de uma reserva comercialmente viável ou apenas uma manifestação superficial de hidrocarbonetos.

Especialistas explicam que a região do Piauí está inserida na Bacia Sedimentar do Parnaíba, uma área que já possui exploração de gás natural e estudos que indicam a presença de petróleo. No entanto, encontrar o líquido em uma profundidade tão rasa é algo considerado raro.

Expectativa na região

A notícia mudou a rotina da pequena localidade. Enquanto os resultados oficiais não saem, Seu Joaquim e a família vivem a expectativa de uma mudança drástica de vida.

“Se for petróleo mesmo, eu espero que traga benefícios não só para mim, mas para toda a comunidade. Por enquanto, a gente continua plantando e esperando a resposta dos homens da ciência”, concluiu o agricultor.

A ANP ainda não deu um prazo oficial para a conclusão dos laudos, mas técnicos devem visitar a propriedade nos próximos dias para isolar a área e garantir a segurança, já que o material é inflamável.

 

Só Notícia Boa 


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