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19/08/2025 às 09:17

Advogado de empresário acusado de matar gari em BH deixa caso; Justiça aponta “personalidade violenta”

O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, ficou sem advogado após a renúncia de Leandro Guimarães Salles, que deixou o caso por “foro íntimo”. A saída, no entanto, não interrompe o processo, já que a lei garante a todo réu o direito à ampla defesa.

De acordo com o Código de Processo Penal, nenhum acusado pode ser julgado sem representação legal. Caso o empresário não apresente um novo advogado dentro do prazo determinado, a Justiça nomeará um defensor público para acompanhá-lo.

Renê está preso preventivamente após decisão da Justiça de Minas Gerais, que destacou a “extrema gravidade concreta dos fatos”, a “periculosidade social do agente” e sua “personalidade violenta”. O crime foi classificado como homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima — além de ameaça contra a motorista do caminhão de lixo.

O assassinato ocorreu depois que Renê se irritou por não querer esperar o veículo da coleta passar. A Justiça ainda ressaltou que o empresário responde a outro processo por lesão corporal grave em contexto de violência doméstica, em São Paulo, o que reforça a reincidência de condutas violentas.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou que a arma usada no crime pertence à esposa de Renê, que é delegada da corporação.

Com a definição de um novo defensor, o processo seguirá para a conclusão do inquérito policial e a análise de uma possível denúncia formal pelo Ministério Público.

 

Agora RN


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