Imagem: Hellenn Reis/Alego
29/01/2026 às 07:30

'Certeza absoluta de que PSD terá candidato a presidente', diz Caiado após chegar ao partido

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, confirmou que o PSD terá candidatura própria para a eleição presidencial de 2026.

Caiado disse que a decisão de deixar o União Brasil para se filiar ao partido presidido por Gilberto Kassab teve a ver justamente com a eleição e, agora, ele está junto dos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR) como presidenciáveis do partido.

Pelo desenho atual, um desses três nomes deve sair como cabeça de chapa. Ele garante que o escolhido terá o apoio dos demais e que há compromisso para que os outros dois participem da campanha de quem for o escolhido, mas sem acordo sobre a vice-presidência.

"Não, não tem esse compromisso [de ser vice], não. O nosso compromisso é de os outros que não foram escolhidos, lógico, uma vaga, eles ficarão na campanha daquele que for levar a bandeira do PSD, da campanha do Projeto Brasil defendida por nós. Não tem essa vinculação de vice, tem a vinculação de estarmos na campanha", disse.

O governador de Goiás afirmou que é "calouro" entre os presidenciáveis do partido e considera um passo para a oposição sair vitoriosa contra o presidente Lula (PT) uma estratégia com mais de uma candidatura presidencial no 1º turno.

"Essa tese de que, tendo número maior de pré-candidatos ou de candidatos no primeiro turno, é o que realmente é a estratégia correta, mais inteligente que se tem", disse Caiado. "Nós temos uma frente da centro-direita que vai disputar essa vaga e vai ser um candidato que vai sair pelo PSD, o [Romeu] Zema [governador de Minas Gerais] e o Flávio [Bolsonaro]. Se tiver outro, que possa aparecer e disputar".

Alternativa ao Bolsonarismo

O objetivo inicial e principal com a filiação de Caiado ao PSD — segundo lideranças — é se colocar como alternativa de centro-direita sem Jair Bolsonaro, que hoje está preso, com nomes para um pós-bolsonarismo.

O movimento é visto como o mais relevante no campo da direita desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro do ano passado, apresentado por Jair Bolsonaro (PL) como seu escolhido.

A decisão, que envolve o presidente do partido e secretário do governo de São Paulo, Gilberto Kassab, foi visto também como uma sinalização clara de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está saindo do jogo presidencial.

Se Tarcísio for candidato, Kassab já afirmou que estará com ele. Por isso, quem acompanha as articulações de bastidor avalia que Kassab não faria esse movimento ousado de filiar Caiado se não estivesse apostando que Tarcísio está fora dessa disputa.

 

g1


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